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Segeiro (131)
O Segeiro era o artífice ligado essencialmente à
construção e reparação de carroças,
não deixando, no entanto, de fazer e reparar alguns
objectos agrícolas. Curiosamente o termo de Segeiro
era pouco conhecido na Lourinhã, sendo substituído
pelo Ferreiro.
O acervo do segeiro foi-nos doado pelos herdeiros quando
da morte do Ti Remexido. As peças recuperadas
encontravam-se debaixo de pó e lixo que as cobriam
por completo. Por curiosidade expomos os seu óculos
e livro de assentos, o qual, por si só, contribui para
um melhor conhecimento da época. Graças a esta
generosa oferta a exposição do segeiro encontra-se
relativamente completa. Neste momento é impossível
a reconstituição da forja ou do grande cilindro
de pedra (pesando várias toneladas) e destinado à
construção da roda e implantação
do seu aro. Desta exposição salienta-se o grande
fole para alimentar a forja.
O desaparecimento do gado como animal de tracção
e a procura de maquinaria agrícola motorizada levou
à extinção do segeiro.
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