Press release:
O Museu da Lourinhã anuncia novas
descobertas de dinossauros, incluindo algumas pegadas
enormes e um novo achado de um dinossauro saurópode que
foi descoberto por uma criança de 10 anos.
Novos Dinossauros na Lourinhã
Um dinossauro saurópode, foi descoberto pelo
mais novo voluntário do Museu da Lourinhã, Alexandre
Silva, um jovem, com apenas 10 anos na Quinta da Galeana,
apenas a 2 km da Lourinhã. O seu entusiasmo e interesse
pelos dinossauros levaram-no a colaborar com o museu e,
depois disso, a fazer o achado da sua vida.
O dinossauro é da família dos
Diplodocus,
que compreende alguns dos mais compridos dinossauros que
se conhecem, embora este exemplar agora recolhido ainda
não tivesse atingido a sua dimensão máxima. Era um jovem
de apenas
15 metros de comprimento. Esta família de dinossauros já
era conhecida em Portugal, pois o Museu da Lourinhã já
tinha identificado uma nova espécie na Praia de Porto
Dinheiro, apenas a alguns quilómetros deste novo sítio,
o que lhe valeu o epíteto oficial de
Dinheirosaurus
lourinhanensis.
O dinossauro está envolvido numa rocha de
arenito extremamente dura e que vai levar meses a ser
todo preparado em laboratório. Cada semana de recolha no
campo implica alguns meses de trabalho no laboratório,
pelo que o museu lourinhanense está a apelar a todos os
interessados e curiosos para se inscreverem como
voluntários no museu para ajudarem a escavar este
dinossauro no laboratório.
A
temporada de escavações deste ano, que se deu em Agosto,
prolongando-se até dia sete de Setembro, conta com a
orientação do paleontólogo Octávio Mateus, especialista
em dinossauros do Museu da Lourinhã e Universidade Nova
de Lisboa, e a participação de uma trintena de
voluntários nacionais e estrangeiros. Além de alunos de
várias universidades portuguesas a equipa de escavação
conta ainda com a presença de voluntários de Inglaterra,
França, Canadá e Venezuela.
Novas pegadas
Foram descobertas cerca de 25 novas pegadas
de dinossauros nas arribas da Lourinhã, onze das quais
foram recolhidas para o Museu. Estas pegadas são, na
verdade, os moldes naturais da pegada o que permite, 150
milhões de anos depois, estudar o movimento da passada.
Foram identificadas pegadas de estegossauros,
anquilossauros, saurópodes e terópodes, ou seja,
representantes dos grandes grupos de dinossauros que
existiram no Jurássico, o que deixa entusiasmados os
paleontólogos Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã e
Universidade Nova de Lisboa, e o dinamarquês Jesper
Milàn, do Instituto Geológico de Copenhaga, que
estiveram à procura de pegadas
Uma das jazidas, na Praia de Porto Dinheiro,
revelou uma variedade de pegadas bem conservadas.
Incluem três pegadas de dinossauros carnívoros com 35 cm
de comprimento, uma pegada bem conservada de pé de
dinossauro estegossauro, a primeira que se descobre em
Portugal deste tipo de dinossauro. Foram também
recolhidas enormes pegadas, com 1 metro, de dinossauro
saurópode e que ainda conservam impressões da pele.
Estas pegadas mostram que as escamas dos dinossauros
saurópodes tinham um padrão hexagonal e é talvez a
melhor impressão de pele das patas dos saurópodes que se
conhece. Uma das descobertas mais interessantes
referem-se a uma pegada de um dinossauro carnívoro de
proporções gigantescas. A pegada de quase 80 cm indica
que se tratava de um animal com três metros e meio até a
altura da anca. Este é o indício do maior dinossauro
carnívoro do Jurássico, e são quase do tamanho das
pegadas do famoso Tyrannosaurus rex do fim do Cretácico.etácico.
A
geologia da Lourinhã tem características excepcionais,
sendo um dos poucos locais onde se recolhem restos
esqueléticos e pegadas na mesma área. Esta
particularidade permite aos paleontólogos estabelecer a
relação entre as pegadas e os dinossauros que as
produziram.