Etnografia
Agricultura e pescas
   

Cesteiro

Os vimeiros, hoje pouco representados na flora da região, eram bastante usuais na flora da região, nomeadamente nas margens de rios e ribeiros servindo para fazer extrema de propriedades, assim como segurar as terras contra o efeito erosivo das águas. Os seus troncos longos, pouco ramificados e flexíveis eram a matéria prima com que se faziam os cestos de vime.

Os cestos poderiam ter diferentes formas e tamanhos conforme a função a que se destinavam, assim: temos um cesto médio redondo com uma asa que normalmente eram utilizados para levar o “jantar” (meio-dia) aos homens que trabalhavam no campo, podendo servir ainda para plantar batatas, apanhar fruta, etc.; um cesto médio rectangular, com tampa, utilizado essencialmente para transporte de queijos para venda de porta em porta, e para o transporte do farnel dos homens que trabalhavam no mar; pequeno cesto de asa destinado a derreter o sulfato de cobre para a “pulveriza”; e cesto com asa em T destinado à bica do lagar para impedir a passagem dos engaços.

O aparecimento de materiais mais práticos, leves e de fácil limpeza, como os plásticos e outros polímeros derivados do petróleo, substituíram o vime e acabaram por levar ao desaparecimento do cesteiro, tendo esta profissão na Lourinhã como um dos últimos executantes os indivíduos mais velhos da etnia cigana.

 
home links contactos mapa
PT EN Copyright © 2002 GEAL, Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã