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  12 de Outubro de 2006



Museu da Lourinhã celebrou o Mês do Idoso


No dia 12 de Outubro, teve lugar no Museu da Lourinhã um convívio com um grupo de 25 pessoas do Lar da Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã.

Esta acção teve como finalidade o reconhecimento e valorização da 3ª Idade, como património vivo e imaterial, do qual faz parte a vivência e o contacto com toda a nossa colecção etnográfica.

                       


O convívio começou com a visita ao museu, em que as exposições que mais agradaram aos nossos convidados foram a sala de alfaias agrícolas e a sala de antigas profissões. Os comentários sobre os protagonistas das antigas profissões foram variados, salientando-se, a personalidade do Sr. Garcia- O Amolador, que era uma pessoa carrancuda e um pouco bruta; o carpinteiro João, que era do Toxofal; assim como o “Ti Luís Anastácio” o arreador do Seixal.

           


O acolhimento mais demorado centrou-se na casinha regional, onde o forno a lenha estava aquecido para cozer a massa do pão que, com simpatia, foi oferecido pela Dinopão.

Falámos sobre a Lourinhã de antigamente, que era muito enlameada, pois para ir à missa ou à vila, as pessoas dos lugares, por vezes, ficavam com os sapatos enterrados.

Mas as boas lembranças vão para a festa da Feira de Setembro, que era grande e ficava situada entre o actual Largo Máximo da Costa/Bombeiros e a Caixa Agrícola da Lourinhã, com carrossel, carros de choque, poço da morte, barraca dos tiros e o comboio fantasma. Havia também o espaço do latoeiro, do oleiro, do cesteiro, dos sapatos, dos tecidos e das quinquilharias.

Em simultâneo, acontecia a Feira do Gado, localizada no Rossio, actualmente Estação da Rodoviária.

          


Comparámos, também, o modo de vida entre antigamente e os dias de hoje. Realçaram que antigamente trabalhava-se muito e passava-se muita fome mas, as pessoas eram mais felizes umas com as outras. Nas questões do namoro, era tudo controlado, vigiado e era necessário pedir permissão para namorar. Contaram-se anedotas, cantares locais e fado.
Entretanto, o forno já tinha cozido a massa e tínhamos pão quentinho com manteiga, chá e castanhas assadas.

Foi uma manhã e uma tarde muito bem passada com vontade de repetir. Os objectivos foram alcançados, nomeadamente, na promoção de oportunidades de desenvolvimento e valorização do espírito de cidadania das pessoas idosas do Concelho da Lourinhã; na descoberta do espólio do Museu da Lourinhã; no convívio e partilha de experiências sobre o passado em que se insere a colecção etnográfica do Museu da Lourinhã; e no contributo para o enriquecimento histórico-cultural do museu, através de património imaterial (testemunhos reais).

          


O nosso obrigado ao Lar da Santa Casa da Misericórdia por ter logo acedido a esta actividade e à Dinopão por nos ter oferecido a massa para os pãezinhos quentes.

 

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